Então decidi vir falar um pouco sobre esse nutriente que está sendo o "queridinho" do momento.
A vitamina D pode ser encontrado em alimentos como bacalhau, salmão, leite e gema de ovo, mas sua fonte principal é o sol (o pivô da discórdia).
Independentemente da fonte, a vitamina D traz diversos benefícios à
saúde. O nutriente promove a absorção de cálcio e protege contra males
ligados ao sistema ósseo, como fraturas e osteoporose sendo também essencial na formação dos ossos e dentes. Mas recentemente foram descobertos vários outros benefícios que revelam que a substância faz
muito mais pelo do que se imaginava. Ela contribui para o emagrecimento,
ajuda o fortalecimento do sistema imunológico, auxilia na prevenção e
tratamento de doenças como a diabetes e a hipertensão e está associada a
uma vida mais longa. Por essa razão, a vitamina tornou-se a mais nova queridinha
dos médicos em todo o mundo. Muitos já estão solicitando exames para avaliar suas taxas e a sua reposição se necessário.No controle da diabetes ela atua regulando a secreção de insulina pelo pâncreas e pode aumentar a sensibilidade ao hormônio.
A vitamina D também possui a capacidade de regular o crescimento celular. Por isso, pessoas que vivem em países onde a incidência dos raios solares é menor são mais propensas à deficiência de vitamina D e ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
Também é capaz de estimular as defesas naturais do corpo, diminuindo o risco de infecções e alguns estudos também mostraram a contribuição da vitamina D para a saúde pulmonar.
Uma revisão de estudos realizada no Canadá, os resultados de testes cognitivos em pessoas com Alzheimer pioram quando a concentração de vitamina D está baixa (mas é a falta de vitamina D acarreta o Alzheimer ou o Alzheimer causa deficiência de vitamina D?).
O risco de infarto e morte também está aumentado quando há deficiência de vitamina D no organismo pois esse nutriente participa do controle das contrações do músculo cardíaco. Além disso, quando seus níveis estão baixos, pode haver acúmulo de cálcio nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas que aumentam a probabilidade de infarto e derrame.
Também já existe um consenso científico de que, quanto mais obesa a pessoa, menos vitamina D ela apresenta.
Até as complexas doenças autoimunes se revelam sensíveis à vitamina pois se ataca proteínas localizadas nas articulações, deflagra a artrite reumatoide. Se forem células da pele, há vitiligo ou psoríase sendo também a substância sido vista como uma esperança, inclusive para pacientes de esclerose múltipla, enfermidade autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos.
É por essa razão que hoje os especialistas encontram-se
preocupados. Ao mesmo tempo que fica cada vez mais clara sua importância
para a saúde, o mundo enfrenta uma espécie de epidemia de déficit da
substância. Segundo a Organização Mundial da Saúde, metade da população
mundial tem menos vitamina D do que precisa. De acordo com a OMS, há
insuficiência quando o exame de sangue indica uma concentração menor do
que 30 ng/ml (nanogramas por mililitro de sangue). Valores abaixo de 10
ng/ml são classificados como insuficiência grave. Dosagens iguais ou
superiores a 30 ng/ml estão na faixa da normalidade, cujo limite máximo é
100 ng/ml.A enorme deficiência se deve principalmente à pouca exposição ao sol que as pessoas têm atualmente por trabalharem constantemente em ambientes fechados e quase sem nenhuma luz natural.
Para que seja sintetizada na quantidade adequada, recomenda-se a exposição de partes do corpo (braços e pernas, por exemplo) entre 20 e 30 minutos ao sol diariamente, sem filtro solar. Ou, como orienta outra corrente, expor 15% da superfície da pele (equivale a dois braços) pelo menos três vezes por semana, com filtro solar. E, nesse caso, fazer complementação com suplementos receitados a partir da necessidade individual de cada um.
Antes que todo mundo saia por aí tomando sol e complexos vitamínicos desenfreadamente achando que vai resolver todos os problemas do mundo é bom alertar que os efeitos foram observados em pessoas que apresentaram carência dessa vitamina.
Temos que ter muito cuidado pois em dose excessiva, ela causa enjoo, desidratação, prisão de ventre e
pode aumentar a quantidade de cálcio, elevando a pressão arterial. Pode
também gerar pedras nos rins.Por isso a suplementação precisa ser monitorada de perto pelo seu médico ou nutricionista.
E você, já fez alguma vez exame para saber seus níveis de vitamina D?
Até a próxima!
Beijos!
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